Porque, verdade seja dita, um artista é o espelho dos seus ídolos, juntamente com a sua próprio personalidade.
O que é que retiro de (alguns) dos meus guitarristas preferidos ?
Hendrix
Peço desculpa, eu juro que ninguém me paga, mas sinto sempre a tentação de dizer bem do mestre Jimi Hendrix. Talvez o guitarrista de rock que mais admiro, trouxe-me uma nova visão do som. Hendrix não ganha por ser muito técnico. Ganha por ser a combinação perfeita do técnico e do emocional. Dificilmente ele se expressa com solos de “duas notas”. Não, ele tinha de abusar, de dar tudo o que lhe vem na alma, de mostrar quem era e o que sentia. E por isso agradeço. Por me dar inspiração a usar o meu instrumento, tentando sempre melhorar tecnicamente, mas sem esquecer o seu principal propósito.
John Frusciante (Red Hot Chili Peppers)
Podem dizer mal do homem. Que é “pouco técnico”, ou mesmo que tem andado a ter “tendências comerciais” na suas recentes músicas. Sinceramente não me interessa. Eu toco guitarra graças a ele, ao concerto que vi com ele. E ah, o senhor Frusciante levou-me ao funk. Duvido que de outra forma tocasse funk. Basicamente devo o meu percurso na guitarra a ele. Também o John é fanático de Hendrix, e também ele vai atrás do lado “espiritual” da música, daquele lado maluco e imprevisível que eu adoro. Temos mesmo muito a ver nesse sentido.
Stevie Ray Vaughan
O meu contacto mais directo com o blues moderno e distorcido. Tenho vindo a gostar cada vez mais do Stevie, foi um guitarrista incrível. Em termos de música, pouco aprendi com ele, a não ser que o trabalho recompensa. SRV é capaz de percorrer a guitarra de um canto ao outro em 5 segundos sem parecer que se está a exibir. E isso é difícil.
David Gilmour (Pink Floyd)
Porque há solos de guitarra que dizem muito através de muito pouco. Viciado em ambientes e atmosferas psicadélicas, Gilmour é capaz de dar a mesma nota durante horas, e continuar a soar a algo novo. Aprendi com ele que pouco não é, necessariamente, menos.
Billy Corgan (Smashing Pumpkins)
Corgan é um todo. Ele criou todo o som da sua banda, que eu admiro sem barreiras. Mas como guitarrista, ensinou-me a procurar. Ele próprio disse uma vez: “já tudo tinha sido feito. Ninguém tocaria melhor que Hendrix, ninguém seria mais pesado que Led Zep ou Black Sabbath, ninguém seria mais psicadélico que os Pink Floyd”. Portanto, limitou-se a admitir que a única coisa a fazer era juntar tudo isto e criar o seu próprio som. Realmente, é também o que eu tento fazer.
Jack White (White Stripes)
De vez em quando, oiço White Stripes e sinto-me renovado. Tive uma fase em que ouvia mesmo muito. É um excelente exemplo de como tocar bom rock passa por ter atitude. Espírito. Seria ridículo tocar grandes malhas de hard rock de forma apática. E o Jack sabe isso.
Slash (Guns n’ Roses / Velvet Revolver)
Curiosamente, o uso e abuso de drogas não impede alguém de ser um grande artista (O QUE NÃO É DESCULPA PARA AS USAR !!!). E o Slash pegou no hard rock e fez dele a sua esposa. É quase impossível eu não admirar um solo dele, porque têm sempre algo de genuíno, de complemente “tou-me a lixar para tudo, só quero tocar e pronto”.
Dave Navarro (Jane’s Addiction)
Grande guitarrista, grande visionário. Junta o funk com o metal e o psicadélico de uma forma genial. Uma grande influência para mim em termos de estilo musical.
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Espero que ninguém tenha morrido de seca a ler isto. Mas achei interessante partilhar alguns dos meus ídolos da guitarra rock. Claro que a minha “playlist” não é apenas rock, mas sendo que os Springshoes pegam muito por este género, mais vale a pena falar dos artistas que têm algo directo haver com o assunto.
Um Abraço, até ao próximo post
Alexandre Vaz
Grande post ! Em relação ao Frusciante já sabes a minha opinião [como diria o grande filósofo Nicholas Ratcliffe: BORING!, mas não deixa de ser criativo e dentro dos Red Hot funciona muito bem], o resto dos nomes são sem dúvida grandes guitarristas. Good job.
Jason Becker FTW!!
tenta tocar a serrana alex xD